quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dina Sfat e Paulo José / "Opinião" 1973

Miles Davis - nanquim 1988 - "Tribuna de Minas"

Charles Darwin - nanquim / EdiUERJ - 2006

retrato de Alvaro Caldas - nanquim e esferográfica - 2009

detalhe

retrato de Zé Ketty - nanquim / "Pasquim" 1987

AS INFLUÊNCIAS / HUGO PRATT

Hugo Pratt - foto: Carlos Saldi

O HOMEM DO PINCEL JAPONÉS / Este é o formidável Pratt! Um mestre do quadrinho mundial. Portador de uma história pessoal povoada de lances románticos e aventureiros acontecidos em varios países do mundo. Criador de personagens rudes e ternas, Hugo Pratt é um dos mais importantes criadores da narrativa gráfica contemporânea. O seu desenho está estreitamente emparentado à grafia dos pintores japoneses antigos que utilizavam o pincel e o nanquim como únicas armas de trabalho.

capa de "L'Univers de Hugo Pratt" - Editora Dargaud - París 1984

quadrinho ampliado / ilustração de página

página dupla do "Pasquim" - 1987

"Pasquim" - detalhe / Corto Maltese

nanquim - pincel

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

nanquim

lápiz e aquarela

Nasceu em Rinini, Itália, em 1927. Começou a trabalhar em 1945. Durante a Segunda Guerra Mundial foi prisioneiro dos ingleses e confinado a um campo de refugiados na África. Posteriormente, fugido da Itália, lutou ao lado das tropas aliadas na liberação do seu país, ocupado pelos nazistas. Recolhido por um bando de salteadores da Bacia de Danakil, viveu longo período nos desertos. O convivio de todos esses anos de guerra e marginalidade lhe ensinou a psicología e o perfil dos mais variados tipos humanos, os quais estão expressos nas suas histórias à maneira de Melville ou Hemingway.

página de "Il Corto Maltese" - nanquim

nanquim - pincel

nanquim - pincel

É criador das personagens "Sargento Kirk" e "Corto Maltese", este último, uma coleção de belas narrações acontecidas no Pacífico e intituladas "A Balada do Mar Salgado". O seu trabalho é publicado em varios países da Europa e da América. No Brasil foi lançado em portugués em forma de livros, pela editora L&PM de Porto Alegre. Rebeldia, firmeza e agilidade são os elementos do contexto de Pratt, O homem do Pincel Japonés. Aquí, uma breve resenha do seu traço. TRIMANO / "Pasquim" 1987

aquarela e nanquim

aquarela e nanquim colorido

aquarela

aquarela

aquarela

terça-feira, 27 de outubro de 2009

TRIMANO / "IMAGENS DA LUTA" 1905-1985"/ Ilustrações de abertura e capas / Edição: CEDI - Centro Ecuménico de Documentação e Informação e Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecánicas e de Material Elétrico de São Bernardo do Campo e Diadema / São Paulo 1987

"Imagens da Luta" - segunda capa

Em 1986, fuí convidado pelo meu amigo o fotógrafo Ary Costa Pinto, a participar de um projeto editorial especial: um ensaio fotográfico das lutas sindicais dos metalúrgicos de São Paulo. A edição esteve a cargo do Centro Ecuménico de Documentação e Informãção, junto á CUT, e as ilustrações, editadas em páginas duplas, serviram de abertura para cada conjunto selecionado por época. / TRIMANO
"Este livro é de um significado muito mais profundo do que aquele que os seus idealizadores imaginaram. São Bernardo com suas experiências, suas mobilizações, sua coragem tem servido de mola impulsionadora do movimento sindical brasileiro. Nós temos uma quantidade muito grande de analfabetos e semi-analfabetos nesse Brasil, principalmente entre os trabalhadores rurais aos quais eu sempre estive mais ligado. Esse trabalho repassa a História, favorecendo enormemente a compreensão dos fatos para aqueles que têm dificuldade de ler. Eu fico pensando quando os trabalhadores lá do Pará, de Alagoas ou de Pernambuco estiverem passando essas páginas e vendo essas fotografias... A partir dele, outros trabalhos semelhantes deverão surgir e a memorização da História, por quem realmente a faz, ganhará um grande impulso" / AVELINO GANZER / Secretário Geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT) - São Paulo / Brasil 1986

1930-1945 / Estado e Clase Operária Após 1930

1945-1964 / Populismo e luta sindical no ABC

1964-1977 / O Golpe de 64 e os Anos das Lutas Difíceis

1977-1985 / Uma Nova Proposta Sindical

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O MURALISMO DE "LOS ÁNGELES"
No monumentalismo das pinturas de rua da cidade de Los Ángeles / USA, percebemos um grande dominio das técnicas publicitárias de comunicação de imagem, que neste caso estão estreitamente ligadas a cultura Pop urbana. Predominio da fotografia, ou "fotografismo", em gigantescas ampliações que envolvem o espectador num ilusionismo visual que muda o sentido do real pelo insólito das imagens e os suportes escolhidos: fachadas de edificios, paredões de fábricas, terrenos abandonados e estacionamentos de automóveis. Não existe mercado, a arte não é mercancia, a imagem aquí é vista como um bem público, e o mural de rua, como patrimônio da cidade. O muralismo "chicano", nome dado aos mexicanos residentes nos Estados Unidos, conserva uma constante da pintura latinoamericana, que utiliza a representação de imagens da antiga cultura azteca ou de outras culturas ancestrais indígenas, junto as imagens do culto católico, e a exaltação étnica. Muitas destas pinturas, utilizam técnicas de representação da pintura Naif, e criaram formas de relato diferentes das propostas por Siqueiros, Rivera e Orozco, renovando a pintura mural. Outros projetos visam apenas o decorativismo, procurando criar uma "ambiência" agradável e propicia ao turismo, a diferença do "grafite" praticado em outras grandes cidades, e ainda considerado marginal, que trata o espaço urbano com violência, "sujando" em muitos casos o "suporte", ou seja o muro, como forma de rebeldia. Um pouco antes dos vinte anos, buscando posibilidades de melhorar os estudos e o trabalho, visitei as enormes oficinas de uma empresa que pintava cartazes murais para teatros e cinemas da avenida Corrientes, "corredor cultural" de Buenos Aires, famosa pela sua vida noturna. Eram galpões parecidos aos angares para aviões, cheios de andaimes presos a estruturas metálicas: a Capela Sixtina do pop portenho! Eu somente tinha visto aquilo nos livros, em fotografias, e em filmes. Foi uma impressão fortíssima, a sensação de estar perante uma coisa nova, de comunicação imediata. Nesse tempo a ampliação de imagens era feita por meio de um sistema de quadriculado, como no Renascimento. Cada quadro levava um número ou letra indicadores da sua posição no diagrama, podiam ser pintados individualmente e colocados nos seus lugares certos, a maneira de um grande quebracabeças, na montagem final do painel. Quase uma alquimia, se visto de fora. Tudo calculado numa planta: centímetro x centímetro... TRIMANO - Rio de Janeiro 2009

"Monumento a Gary Lloyd" - mural pintado por Kent Twitchell - vista parcial

"Monumento a Gary Lloyd" - detalhe

Separação das tonalidades por planos, desenhados no computador e passados para um gráfico quadriculado e numerado, guia para a execução final.

"Monumento a Gary Lloyd" / estacionamento

PUMA NO ZOOLÓGICO DE CHAPULTEPEC / Longo liso lento lépido gato macio / Qual marcação, que coreografia dançava você / quando eles puxaram a cortina final?/ Como pode essa elegância sóbria permanecer / aqui tão sozinha, nesse palco 3 x 4?/ Te darão ainda uma nova chance / para dançar talvez pelas Sierras?/ Como você está triste; ao te observar / penso em Ulanova / trancada nalguma sala apertada com mobilia / em Nova York, na 17 a. Rua Leste, / no bairro porto-riquenho. / Gregory Corso - de "Gasolina & Lady Vestal" POESIA URBANA - 1955 / tradução de Ciro Barroso