terça-feira, 22 de setembro de 2009

Retrato de Man Ray - lápiz - 40 x 32 cmts. - 1957

sem título - nanquim / bico de pema - 22,5 x 17 cmts. - 1941

sem título - lápiz - 23,5 x 22 cmts.

sem título - lápiz - 17 x 11 cmts. - 1944

sem título - lápiz - 19,5 x 13 cmts. - 1932

"L'embryon rouge" de A. Baudelaire - litografia - 25 x 30 cmts. - 1948

Retrato de Victor Brauner - lápiz - 38 x 32 cmts.

Retrato de Marcel Duchamp - lápiz - 28 x 28 cmts. - 1959

sem título - lápiz - 22 x 16 cmts.- 1958

sem titulo - lápiz - 22 x 16 cmts. - 1959

"A Sade" - gravura / metal - 19,6 x 14,2 cmts. - 1961

do livro: "Os desenhos de Hans Bellmer" - aguaforte - 22 x 19 cmts.

Retrato de Michel Simon - lápiz - 27,5 x 23 cmts.

Retrato de Jean Arp - lápiz - 41 x 32 cmts.

"Pequeno Tratado de Moral" - litografia - 1968

Retrato de Albert Camus - lápiz - 15 x 10 cmts. - 1959

A Pétala - lápiz - 24 x 32 cmts.

Pequenas Crianças e a Morte - litografia - 24 x 20 cmts. - 1969

A Batalha - lápiz - 24 x 32 cmts.

O Erotómano - lápiz - 24 x 32 cmts.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

HINA MATSURI
(Festival das Bonecas ou Dia das Meninas), dia 3 de março. / Antes chamada de yayoi, no seu sekku, era um dia dedicado a purificação do espírito. A tradição tem origem em um costumes chinés onde as pessoas escreviam males e infortúnios em bonecas para depois jogá-las no rio, para que elas levassem embora todos os maus fluídos.
O Hina Matsuri é uma comemoração em nome da felicidade e saúde das meninas. O ícone do Hina Matsuri é o altar (hinadan) de bonecas (hinaningyo) vestidas com trajes da corte do período Heian. / Esta montagem tradicional surgiu no final do período Edo (1603 - 1868), quando as bonecas ainda serviam de amuletos para espantarem o mal.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

TAIZI HARADA / Japão

TAIZI HARADA - Suwa, provincia de Nagano - Japão 1940

"A captura de gafanhotos" - 65,5 x 53,5 - acrilica sobre tela

As flores desabrocham na aldeia da montanha em primavera. As pessoas intensificam suas tarefas de preparação para o inverno, no arrozal junto à montanha coberta com folhas avermelhadas. As casas aglomeradas ao longo do beira-mar parecem estar observando uma familia se banhando no mar. Através das obras de Taizi Harada, parece que se ouve o canto dos pássaros, o sussurro da correnteza do riacho ou as vozes das crianças cantando e, até pode-se sentir o aroma da terra e do mar. / O Sr Harada continua pintando os quadros sobre os temas de "terra natal" e "as quatro estações" do Japão. A maioria das obras que se expõem aqui refere-se aos quadros que o autor pintou baseando-se, cada um, nas cem canções japonesas escolhidas pelo público do Japão. / Ele viajou por todo o território japonês para aprofundar a essência dessas canções. Esta viagem foi um projeto que, em alguns momentos, apresentou certas dificuldades. No entanto, ele conclui esta tarefa sob seu forte espírito de que "queria transmitir para o século XXI as canções infantis e escolares que hoje são cantadas com menos frequência". Taizi Harada divulgou suas obras através de uma série semanal intitulada "O Mundo de Taizi Harada" nas páginas do jornal "Asahi Shimbun", durante dois anos e meio desde 1982, com muito éxito junto ao público. / SHIN-ICHI HAKOSHIMA / Diretor Presidente de The Asahi Shimbun.

"O ano novo" - 65,5 x 53,5 - acrílica sobre tela

"A montanha de cogumelos" - 0,43 x 0,35 - acrílica sobre papel

"O tempo maravilhoso" - 0,43 x 0,35 - acrílica sobre papel

"O campo dourado no crepúsculo" - 0,35 x 0,43 - acrílica sobre papel

"O crepúsculo do final de outono" - 65,5 x 53,5 - acrílica sobre tela

"A paisagem nevoada de Hakone" - 65,5 x 53,5 - acrílica sobre tela

"A flor que desabrocha na chuva" - 0,35 x 0,31 - acrílica sobre papel

"O dia que antecede o inicio da primavera" - 0,35 x 0,31 - acrílica sobre papel

"Empinar papagaios" - 0,35 x 0,31 - acrílica sobre papel

"Brincadeira de casinha" - 0,26 x 0,26 - acrílica sobre papel

"A montanha de maio" - 0,45 x 0,45 - acrílica sobre papel

"O luar opaco" - 0,35 x 0,31 - acrílica sobre papel

"O ritual da mudança da estação" - 0,35 x 0,31 - acrílica sobre papel

"Vozes alegres" - 0,65 x 0,53 - acrílica sobre tela

"O pequeno super mercado" - 0,35 x 0,31 - acrilica sobre papel

OS POETAS - Marcus Mello - Brasil
O FILHO DO MATADOR DE BOI Ilustrações: Trimano

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

MARCUS MELLO - Rio de Janeiro 1971
A TRILHA SONORA DO FIM DO MUNDO
Imundo mundo medonho
O medo canta junto aos pássaros / E no quintal as lavadeiras choram / Num gemido único / Vai confundindo orquestrando quem ouve a melodia, / Trilha sonora do fim do mundo, / Mundo sem sabão: / Imundo mundo medonho. // No canteiro da algonquiana coragem / Alguns soldados penados resistem, / Entrincheirando a ré das novas mistificações / Onde pássaros são bichos de guerra lenta / Em mar tranqüilo de trissos e canções: - Armamentos sacrários despertando anjos distraídos / Que desentendem a marcha do dia em oratórios explosivos.

Ilustração para o poema "A trilha sonora do fim do mundo" - nanquim

Contamos o número de ninhos destruídos / E tocas desarmadas pela relva fluorescente: / - Isso que desdenha em nós nossa emoção / Pendura-se por um fio encravado en todas as estruturas orgânicas / e inextensíveis, / E movimenta o ar e a digestão de helmintos e anfíbios, unidos as / engrenagens / Nós porém (penados ou não) flutuamos ainda distraídos / como os anjos.
O FILHO DO MATADOR DE BOI
No vôo falcão dos tempos
O que pode ser visto sem rastro / Não pode ser colhido entre pombos / Nem na pele real do organismo vivo / A envergadura de vidro lembra um tipo de construção / Fevereira no vôo falção dos tempos // A metade desse dia é impossivel / A casa, sentinela antiga, é na fronteira do país / E guarda o menino, filho do matador de boi. / Já houve chance, já tentei salgá-lo, / Colhi no chão aquela certeza criativa / Destilando da fera, a fúria em seu fígado.

Ilustração para o poema "O filho do matador de boi" - nanquim

Alguém nos salva de nós / E guarda, entre rochedos, o preço do chicote. / Desde ontem ele movê-se engasgado: / Concretizo o desejo de construí-lo como meu / Ou aprendo a aceitá-lo sendo dele, / Vendo nessa remorsiva vontade de dizer, / O escuro distintivo de toda criação paterna. / E de um eterno, vejo dois conflitantes, / Agora um somente, / Igual em todas as criaturas, sendo nelas, / E é simples ver te sozinho, / Agradeço não a ti, que em tudo somos nós, / Mas a mim, alcançando de você minha lembrança, / A mais profunda e resumitiva dos caracóis.

Ilustração para o poema "Perseu das almas" - nanquim

ROSINHA DA VIDA
Sério mesmo são os outros
Essa lágrima a despedaçar-se daquela face / Em pleno sol de conciência amansada / Como um laço de sangue e embriaguez íntegra / Consome as reservas da pacífica consoante, / Sério mesmo são os outros, / Esse de que falo dá os ombros a qualquer carga / E a palavra que carrega é como fogo, / Digo: coisa bruta, amor de doido, / Analogia regenerada em sonho entre cavalo e menino. / Difícil segurar pelas mãos a mínima intempérie / Mas readubará novas relações autoconcretizando-se, / O redemoinho infinito merece perpetuação: / Que chegue perto de nós somente a metade parecida, / Eu ouço palavras antigas reelaboradas pela maré.