O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
(Festival das Bonecas ou
Dia das Meninas), dia 3
de março. / Antes chamada de
yayoi, no seu sekku, era um
dia dedicado a purificação
do espírito. A tradição tem
origem em um costumes chinés
onde as pessoas escreviam males
e infortúnios em bonecas para
depois jogá-las no rio, para que
elas levassem embora todos
os maus fluídos.
O Hina Matsuri é uma comemoração em
nome da felicidade e saúde das meninas.
O ícone do Hina Matsuri é o altar (hinadan)
de bonecas (hinaningyo) vestidas com trajes
da corte do período Heian. / Esta montagem
tradicional surgiu no final do período Edo
(1603 - 1868), quando as bonecas ainda
serviam de amuletos para espantarem o mal.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
As flores desabrocham na aldeia da montanha em primavera.
As pessoas intensificam suas tarefas de preparação para o inverno, no arrozal junto à montanha coberta com folhas avermelhadas. As casas
aglomeradas ao longo do beira-mar parecem estar observando uma familia se banhando no mar. Através das obras de Taizi Harada, parece que se ouve o canto dos pássaros, o sussurro da correnteza do riacho ou as vozes das crianças cantando e, até pode-se sentir o aroma da terra e do mar. /
O Sr Harada continua pintando os quadros sobre os temas de "terra natal"
e "as quatro estações" do Japão. A maioria das obras que se expõem aqui refere-se aos quadros que o autor pintou baseando-se, cada um, nas cem
canções japonesas escolhidas pelo público do Japão. /
Ele viajou por todo o território japonês para aprofundar a essência dessas
canções. Esta viagem foi um projeto que, em alguns momentos, apresentou
certas dificuldades. No entanto, ele conclui esta tarefa sob seu forte espírito
de que "queria transmitir para o século XXI as canções infantis e escolares
que hoje são cantadas com menos frequência".
Taizi Harada divulgou suas obras através de uma série semanal intitulada
"O Mundo de Taizi Harada" nas páginas do jornal "Asahi Shimbun", durante
dois anos e meio desde 1982, com muito éxito junto ao público. / SHIN-ICHI
HAKOSHIMA / Diretor Presidente de The Asahi Shimbun.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
O medo canta junto aos pássaros /
E no quintal as lavadeiras choram /
Num gemido único /
Vai confundindo orquestrando quem ouve a melodia, /
Trilha sonora do fim do mundo, /
Mundo sem sabão: /
Imundo mundo medonho. //
No canteiro da algonquiana coragem /
Alguns soldados penados resistem, /
Entrincheirando a ré das novas mistificações /
Onde pássaros são bichos de guerra lenta /
Em mar tranqüilo de trissos e canções:
- Armamentos sacrários despertando anjos distraídos /
Que desentendem a marcha do dia em oratórios explosivos.
Contamos o número de ninhos destruídos /
E tocas desarmadas pela relva fluorescente: /
- Isso que desdenha em nós nossa emoção /
Pendura-se por um fio encravado en todas as estruturas orgânicas /
e inextensíveis, /
E movimenta o ar e a digestão de helmintos e anfíbios, unidos as /
engrenagens /
Nós porém (penados ou não) flutuamos ainda distraídos /
como os anjos.
O que pode ser visto sem rastro /
Não pode ser colhido entre pombos /
Nem na pele real do organismo vivo /
A envergadura de vidro lembra um tipo de construção /
Fevereira no vôo falção dos tempos //
A metade desse dia é impossivel /
A casa, sentinela antiga, é na fronteira do país /
E guarda o menino, filho do matador de boi. /
Já houve chance, já tentei salgá-lo, /
Colhi no chão aquela certeza criativa /
Destilando da fera, a fúria em seu fígado.
Alguém nos salva de nós /
E guarda, entre rochedos, o preço do chicote. /
Desde ontem ele movê-se engasgado: /
Concretizo o desejo de construí-lo como meu /
Ou aprendo a aceitá-lo sendo dele, /
Vendo nessa remorsiva vontade de dizer, /
O escuro distintivo de toda criação paterna. /
E de um eterno, vejo dois conflitantes, /
Agora um somente, /
Igual em todas as criaturas, sendo nelas, /
E é simples ver te sozinho, /
Agradeço não a ti, que em tudo somos nós, /
Mas a mim, alcançando de você minha lembrança, /
A mais profunda e resumitiva dos caracóis.
Essa lágrima a despedaçar-se daquela face /
Em pleno sol de conciência amansada /
Como um laço de sangue e embriaguez íntegra /
Consome as reservas da pacífica consoante, /
Sério mesmo são os outros, /
Esse de que falo dá os ombros a qualquer carga /
E a palavra que carrega é como fogo, /
Digo: coisa bruta, amor de doido, /
Analogia regenerada em sonho entre cavalo e menino. /
Difícil segurar pelas mãos a mínima intempérie /
Mas readubará novas relações autoconcretizando-se, /
O redemoinho infinito merece perpetuação: /
Que chegue perto de nós somente a metade parecida, /
Eu ouço palavras antigas reelaboradas pela maré.
E a viagem continua, trocamos o óleo épicocassilabo, /
Mas veja que esforços bélicos trazem as mesmas criações /
E o mundo é dividido em duas metades, /
As que constroem, e as que sustentam-se em vão. //
A vida, rosinha dos tempos, frutífera e agônica, /
Traz a última novidade: /
Na beira do seu leito, onde amar é permitido /
Descarrega-se após o prazer a substância referida, /
Já encarregada de manter a engrenagem envelhecida.
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