O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
ATAHUALPA YUPANQUI - pseudónimo de Héctor
Roberto Chavero - Pergamino, Provincia de Buenos
Aires, Argentina 1908 - París, França 1992. / Poeta,
compositor, violonista e cantor. Considerado como
a mais alta axpressão do folklore dos gauchos argentinos. /
Filho de pai quechua e mãe basca, foi criado no campo,
perto da ferrovia onde seu pai trabalhava, alem de domar
e criar cavalos. O pseudónimo Atahualpa Yupanqui é uma
homenagem a Atahualpa e Tupac Yupanqui, os últimos
governantes incas. /
É autor de um poema, famoso na Argentina, intitulado
"El Payador Perseguido" (O Cantador Perseguido),
inspirado no "Martin Fierro" de José Hernández,
onde relata em versos, as suas andanças como
boiadeiro pelos campos do país, em meio a perseguição
política da época.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
ERNESTO CARDENAL / Granada 1925 - Poeta
revolucionário e sacerdote católico, comprometido
politicamente com os conflitos sociais do seu país
desde 1954. Ordenado sacerdote, residiú durante
um tempo num mosteiro nos Estados Unidos.
De regresso a Nicarágua, fundou uma comunidade
na ilha de Solentiname, situada no arquipélago Lago
de Nicarágua (também conhecido como Lago Cocibolca,
perto da fronteira com a Costa Rica). Cardenal foi um
dos sacerdotes que apoiou a Teologia da Libertação -
Igreja dos Povos Pobres e das Nações Indígenas.
Trabalhou estreitamente com a Frente Sandinista de
Libertação Nacional na luta contra a ditadura de Anastasio
Somoza Garcia. Em 19 de julho de 1979, Dia da Vitória da
Revolução Nicaraguénse, foi nomeado ministro de
cultura do novo governo da FSLN. Em 2009 recebeu o
prêmio Hiberoamericano de poesia Pablo Neruda.
domingo, 13 de setembro de 2009
NINDIRI / Nindiri é uma cidade sem casas e sem ruas /
de longe somente se olham as cúpulas das árvores /
Em vez de quarteirões com casas apenas hortas e jardins; /
e suas ruas sem calçadas, como caminhos simétricos. /
entre fachadas de flores e árvores frutíferas. /
As casas estão dentro, entre os hortos. /
Umas quantas em cada quarteirão: casas de palha /
ou madeira pintada - brancas, rosadas e azuis - /
as primorosas rosadas e brancas, /
jazmins do cabo, jacalate, jilinjoche, /
mamões, mameies, malinches, e goiabas /
e roupas rosadas e brancas tendidas a secar. /
Nos galhos das árvores falam os papagaios, /
verdes como folhagens, /
e as lapas com as cores de um ramalhete de flores. /
Nas ruas molhadas pétalas jogadas. /
e não tem mais tráfego nelas, que o das galinhas /
as borboletas atraídas por Nandiri /
e as charretes dos vendedores de água. /
Pelas tardes, a fumaça da ceia sai das malocas /
com o rumor das mulheres moendo o milho /
cuidando seus pratos, e algum violão, /
(Num destes hortos entre os malinches, /
teria seu palácio o cacique Tenderí, /
seu dourado palácio de capim, com o chão de folhas de palma /
onde ele sentava rodeado de sua corte /
a beber chocolate em delicadas xícaras /
e cinquenta meninas preparavam seu pão ) /
A praça é como um bosque de palmeiras e mangas /
e malinches, que quando florescem são como lavaredas, /
como se tivessem ardendo muitas casas do povo. /
Os cavalos e os burros pastavam na praça, /
E me lembro que tinha uma primorosa branca /
na metade do palácio da igreja. /
Aos sábados punham bandeiras vermelhas nas casas /
aonde mataram porcos e vendem suas partes cozidas. /
- E de repente me lembrei que estamos em junho /
e que lá em Nindiri já chegaram as chuvas /
e me imagino a praça com os malinches floridos.
tradução: Héctor Escobar
sábado, 12 de setembro de 2009
ESQUILO DOS TUNES DE KATÚN /
Ai, os olhos das crianças não poderam ler os escritos, /
os livros de madeira. a escritura /
na pedra. e, eles são como se fossem cegos... /
nossos filhos /
choram durante a noite. o cuy, a coruja, icim, o bufo /
em meio as ruinas /
quando choram /
o índio morre. /
dispersados os homens que cantavam /
os jaguares são condecorados /
juntas militares sobre pilhas de caveiras /
urubus comendo olhos /
o Ditador sacrificador-que-tira-corações-humanos/
miss Guatemala assassinada /
pela "mão branca" /
e veio a flechar a United Fruit Co., veio a flechar /
ao moto, a viúva, ao miserável. /
tem comido quetzal, o comeram frito. /
não nos tem já bastante degradado? /
governemos para arrebata-lhe o dinheiro ao povo, assim falaram /
e acaso sabem de nossos dias, das estrelas? /
o calendário /
como uma merda. /
impostos, para pedir ismola ao mendigo, ao miserável. /
Chilán poeta interpreta, sacerdote faz saber /
que já chegou a primeira lua cheia do Katún /
lua grávida /
e o tempo em que o Presidente vomite o que tragou /
e a rainha de beleza na Estação da Policia /
dirá: /
digam-me como se vai a Chichén Itzá /
e se terá alegria pela abundancia do povo (não /
tristeza) /
Mayapan será o lugar onde se troque o Katún /
Cuceb quer dizer Revolução /
literalmente "Esquilo" (ou que gira) /
será então o fim de sua mendicidade e de sua cobiça.
tradução: Héctor Escobar
sábado, 5 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
LULA PALOMANES / Rio de Janeiro - Brasil 1963 /
Integrante do grupo de grafistas que editam a revista
de desenho "Papel Brasil" / Ed. Garamond /
Participou da exposição coletiva Gráficos Rio 2009 - MNBA /
Ilustrador da revista "Ciencia Hoje Criança".
Lula é um desenhista virtuoso que mistura o rigor
da prancheta e o computador, obtendo imagens dramáticas,
trabalhadas con finas técnicas que por momentos se aproximam da pintura.
O "humor" do seu desenho se transforma, e vai do dramático
ao mágico quando aborda a ilustração infantil.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
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