sexta-feira, 12 de junho de 2009

detalhe / cabeça

"...o trabalho assume sua face humana e/ou desumana. As imagens que surgem têm feições grotescas, simiescas, ao lado de outras que sugerem um toque surrealista, e nos projetam para o reino do absurdo. Por vezes o desenho pode até fazer rir, pelo inusitado da composição, resvalando para o humor e a ironia, chegando mesmo ao sarcástico, mas sempre de uma forma visceral. O trágico e cômico face a face ao nosso olhar incrédulo e curioso, desvendando e expandindo os significados da informação escrita." / ALVARO CALDAS / Rio de Janeiro 2003

O escritor Juan Rulfo (detalhe) - México 1917 - 1986

O poeta Ferreira Gullar / São Luiz do Maranhão - Brasil 1930

O poeta Oswald de Andrade / São Paulo - Brasil 1890 - 1954

O escritor Afonso de Lima Barreto (busto) - Rio de Janeiro / Brasil 1881 - 1922

detalhe / lado esquerdo do rosto

detalhe / lado direito do rosto

sábado, 6 de junho de 2009

PINTURA ISLÂMICA

amir khiyabani, afsaneh / iluminura 60 x 60

A arte islámica é marcada pelas ideias religiosas, imateriais - os conceitos de infinito, eternidade, menosprezo da vida material, desejo de trans cendência - e pelas concepções do profeta Maomé, pai do Islamismo. Esta arte bebe diretamente na fonte do Alcorão, nela justificando suas opções, rejeições e direções escolhidas. As artes visuais islámicas estão geralmente desprovidas de expressões figurativas constituidas em grande parte por elementos geométricos e arabescos - esmerados entrelaçamentos de figuras geométricas elaboradas a maneira árabe. A caligrafia no Islã é considerada uma atividade nobre e sagrada, tendo em vista que as suratas do Alcorão são consideradas palavras divinas. As representações de humanos e de animais são excluidas de obras religiosas. A caligrafia como arte está também presente em obras do dominio do profano.

panahianpoor, fatemeh (maleeche) - iluminura 1,73 x 1,84 mts

jaliliyan, farhad / iluminura - guache - 23 x 23

jafary kargar, ali / iluminura 30 x 30

rasooly, bahman / iluminura - 35 x 35

shirkhany, ali / iluminura - 30 x 40

showqi haqdoust, mehrdad / iluminura e caligrafia 19 x 26

farhangian, farivar / iluminura - 14.2 x 14.2

fakhry-joghan,fariborz / iluminura - 62 x 50

torkan, azam / desenho para carpete - 64 x 1,15 mts

mohaghegh, shahia (kobra) / iluminura - guache

feyzi, shahia / desenho para carpete - guache 31 x 56

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ARTE CORPORAL AFRICANA / ETHIOPIA e SOMALIA / fotos: Carol Beckwith e Angela Fisher
As civilizações africanas tem uma visão holística e simbólica da vida. Cada individuo é parte de um todo, ligados todos em função do cosmos em uma eterna busca pela harmonia, e de equilibrio. Outro conceito fundamental na filosofia da existência africana é a importância do grupo. Para que a comunidade viva, cada fiel deve participar seguindo o papel que lhe pertencer em nivel espiritual e terreno.
A arte africana representa os usos e costumes das tribos africanas. O "objeto" de arte é funcional. Nas pinturas, assim como nas esculturas, a presença da figura tem sido muito utilizada pelos artistas africanos, usandose o ouro, bronce e o marfim como matéria prima. Representando um disfarce para a incorporação dos espíritos. e a posibilidade de adquirir forças mágicas, as máscaras tem um significado místico importante na arte africana, sendo usada nos rituais e funerais. A pintura corporal está dentro desta prática. As máscaras são confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o mais utilizado é a madeira. Para estabelecer a purificação e a ligação com a entidade sagrada, são modeladas em segredo na selva.
O Caminho das Estrelas
Seguindo / o caminho das estrelas / pela curva ágil do pescoço da gazela / sobre a onda sobre a nuvem / com as asas primaveris da amizade
Simples nota musical / indispensável átomo da harmonia / partícula / germe / cor / na combinação múltipla do humano
Preciso e inevitável / como o inevitável passado escravo / através das conciências / como o presente
No abstrato / incolor / entre idéias sem cor / sem ritmo / entre as arritmias do irreal / inodoro / entre as selvas desaromatizadas / de troncos sem raiz /
Mas concreto / vestido de verde / do cheiro novo das florestas depois da chuva / da seiva do raio do trovão / as mãos amparando a germinação do riso / sobre os campos de esperança
A liberdade nos olhos / o som nos ouvidos / das mãos ávidas sobre a pele do tambor / num acelerado e claro ritmo / de Zaires Calaáris montanhas luz / vermelhas de fogueiras infinitas nos capinzais violentados / harmonia espiritual de vozes tam-tam / num ritmo claro de África
Assim / o caminho das estrelas / pela curva ágil do pescoço da gazela / para a harmonia do mundo _________________________ Agostinho Neto - Angola 1922 / Moscou 1979

domingo, 31 de maio de 2009