O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 27 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
Operários de obra, carregadores, passageiros de
ónibus, de trem. Trabalhando, sofrendo, indo,
chegando. Anónimos na multidão, mas cada qual
com sua individualidade. Que Trimano explora,
de forma fragmentada em 40 desenhos a nanquim expostos na galeria do IBEU.
Á sua individual, Trimano deu o título de Série Urbana,
"feita a partir de uma reflexão sobre as imagens da rua
e das pessoas que nela transitam". Dando mais énfase
a rostos e mãos, "muito expressivos no ser humano",
ele transforma essas imagens do cotidiano em colagens,
a partir de fotografias de jornais e rediofotos.
Prontas as colagens, o artista as projeta e desenha,
exagerando olhos, bocas, mãos, elementos que se
destacam no seu trabalho. Tudo o mais é assesório,´pedaços de caixote, fundos de lixeiras, sucatas de carro, detalhes
que, mesmo retalhados, dão a composição uma unidade
clássica.
Para Trimano sua série Urbanas é o resultado de várias
influências, a começar pelo expressionismo argentino da
década de 60. Este marcou-lhe tanto quanto o expressionismo
alemão, e mais ainda, o desenho japonés de nanquim,
(Hokusai).
Trimano vê, no inicio do seu trabalho, influência dos
muralistas mexicanos Rivera, Orozco e Siqueiros, e também de Portinari e Di Cavalcanti, "principalmente as caricaturas de Di da década de 40", uma caracterterística teatral.
"Em cada janela de um ónibus, há um rosto diferente.
E que diferentemente se expressa, rindo, chorando, lendo,
falando, calando-se. Como se representasse no grande
teatro que é a rua".
Fundo a rostos e mãos, um desenho se destaca por ser
o único de fato individualizado, isto é, sem fragmentação,
"Retrato do escultor Rasec", (um trabalho mais lírico,
menos catártico), que junto aos retratos de Tizuko e Yuko,
iniciam uma nova série: "Os retratos".
Maria Eduarda A. de Souz
Trechos da matêria publicada no Jornal do Brasil /
Caderno B - 1983
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
PAULO CAVALCANTE / Rio de Janeiro 1962./
Junto a Lula Palomanes, Glauco da Cruz e Walter
Luiz Vasconcellos, integra o grupo de desenhistas
que edita, junto a editora Garamond, a revista de
artes gráficas "Papel Brasil"./Começa a publicar
seus desenhos no Pasquim em 1984, e inicia
a sua colaboração na imprensa carioca./
Cavalcante realiza as suas colagem no computador,
compostas de vinhetas e diversos elementos gráficos
retirados de fontes diferentes. Neste "campo de ação",
ele desconstrói e reconstrói o desenho criando uma
"outra ordem", subvertendo a forma e formulando novas
imagens e leituras. Como ilustrador da imprensa diária,
parte da análise crítica de determinados fatos do mundo
real, e chega a construir composições pelas quais se
paseiam extranhos seres, bonecos, marionetes
eletromecánicas protagonistas desta farsa do mundo dos
homens./´Série Sagrada e carnificina diária neste "teatrinho"
de diabólico humor./ Tánatos ronda essas imagens,/ Crua
testemunha da violência dos fatos, o artista atua, o olho do
artista atua./ Humor negro e "novo humor"./ Comicidade?
Comicidade macabra no açougue, no super mercado...
TRIMANO - Rio 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
TINA MODOTTI / Itália 1896 - México 1942./
A pesar de ter produzido apenas 400 imagens aproximadamente,
Tina Modotti exerceu uma influência significativa sobre varias
gerações de fotógrafos mexicanos, desde Manuel Alvarez Bravo
até hoje./
No inicio de 1900 emigra com a familia para São Francisco / USA./
Por volta de 1915/17 inicia carreira de atriz teatral, tentando mais tarde,
com éxito o cinema em Hollywod./
Incentivada pelo fotógrafo norteamericano Edward Weston, de quem
foi mulher e modelo, começa a trabalhar com fotografia./ Ambos se
instalam no México, que será o seu lugar definitivo de moradia e trabalho./
Tina da inicio as suas séries de retratos da população indígena e seus
constumes, retratos de amigos e encomendas./
Participa da Revolução como integrante do grupo de artistas e poetas
modernistas e dos muralistas Orozco,Siqueiros e Rivera, de quem foi
modelo junto com Frida Khalo, de um de seus murais./
Foi militante da Internacional Comunista, e nas décadas de 30/ 40,
parcipou na Guerra Civil Espanhola de1936/37./
A pesar da sua vida tumultuada, Tina Modotti consegue nas suas
fotografias, um sereno equilibrio que lembra muitas vezes o recolhimento
do estudio, mesmo nos registros de rua./
domingo, 14 de dezembro de 2008
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