nanquim
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ARTISTAS DA ÁMÉRICA LATINA./
PAULO CAVALCANTE / Brasil
PAULO CAVALCANTE / Rio de Janeiro 1962./
Junto a Lula Palomanes, Glauco da Cruz e Walter
Luiz Vasconcellos, integra o grupo de desenhistas
que edita, junto a editora Garamond, a revista de
artes gráficas "Papel Brasil"./Começa a publicar
seus desenhos no Pasquim em 1984, e inicia
a sua colaboração na imprensa carioca./
Cavalcante realiza as suas colagem no computador,
compostas de vinhetas e diversos elementos gráficos
retirados de fontes diferentes. Neste "campo de ação",
ele desconstrói e reconstrói o desenho criando uma
"outra ordem", subvertendo a forma e formulando novas
imagens e leituras. Como ilustrador da imprensa diária,
parte da análise crítica de determinados fatos do mundo
real, e chega a construir composições pelas quais se
paseiam extranhos seres, bonecos, marionetes
eletromecánicas protagonistas desta farsa do mundo dos
homens./´Série Sagrada e carnificina diária neste "teatrinho"
de diabólico humor./ Tánatos ronda essas imagens,/ Crua
testemunha da violência dos fatos, o artista atua, o olho do
artista atua./ Humor negro e "novo humor"./ Comicidade?
Comicidade macabra no açougue, no super mercado...
TRIMANO - Rio 2008
"Arte não é para mim uma questão estética./
O desenho não é um fim em si mesmo, sem sentido./
Não é garrancho musical, que só pode ser sentido
ou adivinhado pelos homens cultos de nervos aguçados./
O desenho tem que se submeter novamente a um fim social"
GEORGE GROSZ / 1924
nanquim e computador
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TINA MODOTTI / "Fotografia
e Revolução"
TINA MODOTTI / Itália 1896 - México 1942./
A pesar de ter produzido apenas 400 imagens aproximadamente,
Tina Modotti exerceu uma influência significativa sobre varias
gerações de fotógrafos mexicanos, desde Manuel Alvarez Bravo
até hoje./
No inicio de 1900 emigra com a familia para São Francisco / USA./
Por volta de 1915/17 inicia carreira de atriz teatral, tentando mais tarde,
com éxito o cinema em Hollywod./
Incentivada pelo fotógrafo norteamericano Edward Weston, de quem
foi mulher e modelo, começa a trabalhar com fotografia./ Ambos se
instalam no México, que será o seu lugar definitivo de moradia e trabalho./
Tina da inicio as suas séries de retratos da população indígena e seus
constumes, retratos de amigos e encomendas./
Participa da Revolução como integrante do grupo de artistas e poetas
modernistas e dos muralistas Orozco,Siqueiros e Rivera, de quem foi
modelo junto com Frida Khalo, de um de seus murais./
Foi militante da Internacional Comunista, e nas décadas de 30/ 40,
parcipou na Guerra Civil Espanhola de1936/37./
A pesar da sua vida tumultuada, Tina Modotti consegue nas suas
fotografias, um sereno equilibrio que lembra muitas vezes o recolhimento
do estudio, mesmo nos registros de rua./
ARTISTAS DA AMÉRICA LATINA
AMADOR PEREZ / Brasil
AMADOR PEREZ / Rio de Janeiro 1952./
O desenho brasileiro tem no Amador um virtuoso
cultor do oficio./
Ele controi as imagens, parte a parte, a olho nú,
sem a utilização de lentes./
Seus desenhos, de formatos muito pequenos,
exigem um virtuosismo de miniaturista./
Temos uma impressão semelhante quando
olhamos uma gravura de Rembrandt com lupas,
e percebemos a precisão na construção do
desenho, a pesar da "miniaturização" das imagens./
A primeira vez que vi um grafite do Amador, foi
num salão de artes que se realizava no mesanino
da estação Carioca do metró./
Era um pequeno desenho de 8 a 10 cmts de altura,
representando uma mulher debruçada numa janela e
um lençol dependurado. No ángulo oposto, um
portal em sombras./
A pesar do tamanho, se destacava do
resto, austero, precisso./
Influênciado inicialmente pelo Hiperrealismo
seu desenho foi se transformando, incorporando
elementos do Simbolismo e criando climas que
lembram sonhos, se distanciando do espírito
que animava as criações dos Hiperrealistas./
O seu trabalho se caracteriza por uma minuciosa
escolha dos temas, alguns baseados em pinturas
clássicas traduzidas pelo Amador para o p e b./
Em algumas de éstas séries existem citações
a representação cénica como no album "Nijinski -
Imagem", retratos do famoso bailarino ruso baseados
em antigas fotografias, "Ensaios de ballet", pintura
de Edgard Degas, e as composições baseadas no
quadro "A ilha dos mortos", do simbolista suiço Arnold
Böklin, que lembram cenografias para ópera.
TRIMANO - Rio de Janeiro 2008
REMBRANDT / Autorretratos /
grafites - 2002
"NIJINSKI - IMAGENS" / grafites /
album / edição do artista
"A Ilha dos Mortos" / grafites 1985 -87
"O Descanso da Modelo" / grafites 1990
"Gioventu" grafites 1995-98
EMILIANO DI CAVALCANTI - Rio de Janeiro 1897 - 1976
Expressionismo com citações do cubismo e o surrealismo./
Retratista da mulher negra brasileira e ilustrador de temas
populares, Di Cavalcanti foi também muralista e caricaturista./
Um dos principais participantes da Semana de Arte Moderna
de 1922, que aconteceu em São Paulo e o Rio de Janeiro./
Junto a Oswaldo Guayasamin - Equador, e Rufino Tamayo -
México, renovou e transformou a figuração no Brasil, presa
até esse momento a atavismos academicos.
A Editora Civilização Brasileira editou em 1955
"Viagem da minha vida / Memórias" onde Di Cavalcanti relata
em forma de diário acontecimentos da sua vida em capítulos
que levam títulos descriptivos como:
"O berço dos sonhos"/
"O bairro de São Cristôvão" /
"Coração nordestino" /
"Carnaval Carioca" /
"Um homem - um artista"/
"A primeira guerra" /
"A minha Lapa carioca dos vinte anos" /
"Semana de Arte Moderna"/
"A rua"/
"Testamento da alvorada"/
"Primeira fuga europeia"/
"Testamento da alvorada"/
A edição é ilustrada com magníficos desenhos
em preto e branco de fantasmagorias da
noite carioca e seus personagens.