quinta-feira, 21 de agosto de 2008

"As Literaturas latinoamericanas"
revista Argumento - São Paulo 1973
Retrato de Celso Furtado / "Jornal do País" - 1984
Pasquim 1986
Retrato de Darcy Ribeiro (vinheta)
revista LEIA - 1985
Retrato de Grande Otelo - revista Argumento - 1973
Inverno Nuclear / Revista Ciencia Hoje - 1987
INDIOS / Revista da UERJ - Rio 1990
Retrato de Egberto Gismonti
Jornal de Música / 1976
"Os Comicios" / cartão de natal - Showbras 1989
FRANZ KAFKA - A Carta ao Pai
revista LEIA - 1986
"Retirante" / revista Proposta - Rio 1991
Indigente / revista "Proposta" - 1990
O Caminhão / inédito - Rio 1978
Retrato de Luigi Pirandello
Teatro dos 4 / Rio 1985
JAZZ / Revista Free Jazz Festival / Rio 1985
Série "Músicos" / MIS - Rio 1984
RODA / série "Músicos" / MIS - Rio 1984
BB KING / Revista Free Jazz Festival
Showbras / Rio 1986
Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim / Rio 1987
Teatro dos 4 / Rio 1985
Teatro dos 4 / Rio 1985
Projeto de capa para os livros
do poeta libanés Gibran Khalil Gibran
Encomenda do sr. Mansour Challita / Rio 1985
OS POETAS - Jorge Cafrune / Argentina
Jorge Cafrune nasceu na provincia de Jujuy,
extremo Norte da Argentina em 1937, E foi
assassinado numa simulação de atropelamento
por ordem da ditadura militar argentina, em Buenos Aires
em 1978, Cantor de força extraordinária, e violonista
impecável, se caracterizou pelas suas interpretações
de poetas provinciais, e uma memoravel versão de
"Vientos del Pueblo" do espanhol Miguel Hernández.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

OS ALTERNATIVOS
Ilustração para "Poema com soldados" de EL SON ENTERO
de Nicolás Guillén - 1987
A Ilustração na Imprensa Desde o início da década de 70, o meu desenho esteve marcado pela passagem na imprensa alternativa. Foi nesses veículos de modestos recursos gráficos e denso conteúdo crítico, que muitos desenhistas iniciamos nosso trabalho no jornalismo brasileiro. De lá para cá, mudanças aconteceram na política e na cultura do país, mas aquele dado de expressividade próprio da década passada, longe de se atenuar, ficou mais denso e também mais maduro. Os fatos foram mostrando os acertos e desacertos, e a nossa grafia, ontem praticada com toda a ênfase e virulência de que fomos capazes, tornouse hoje uma postura, não só perante a realidade, como também no referente ao trabalho de arte. Constatamos que as artes gráficas, juntamente com a fotografia, o cinema, e a televisão, mudaram os conceitos da plástica atual, assim como mudaram o senso de visualidade das pessoas. Nesse sentido, a labor da imprensa alternativa iniciada na década de 70, teve importância decisiva, induzindo o leitor a reflexão crítica sobre a realidade. Os ilustradores desse período acompanhamos o processo criando novas vertentes de interpretação sobre o texto e dando um sentido mais autónomo ao desenho. Essa autonomia provocou sérias controvêrsias com não poucos editores, o que restringiú sensivelmente o mercado de trabalho. Mas, a pesar das diferenças sempre existiú da nossa parte a preocupação em manter a liberdade de expressão na ilustração. Desta forma muitos conceitos sobre o gosto popular foram seriamente questionados, deixando claras as diferenças entre produção cultural e produção publicitária, exclusivamente voltada para o lucro. Nesse sentido os alternativos foram uma escola determinando a resistência contra a imposição de valores e incentivando a reflexão e o exercicio de "pensar libremente" Será difícil, nos dias que correm, repetir o exemplo das publicações desse tempo, mas ficou o aprendizado e a confirmação de uma época. Extraído do catálogo da exposição DESENHOS GRÁFICOS Funarte - Outubro de 1986

"Crise do petróleo" / Jornal do Brasil - Economia 76

"A bicicleta" / revista Ciencia Hoje - 1985

"Andaime" / Jornal do Brasil / Economia - 1974

'"INDIOS" / inédito - 1974

"Educação pela pedra" - Ilustração para poema de
João Cabral de Melo Neto / Jornal ARTEFATO / 1978

Revista MÓDULO - 1978

Série "Urbanas" / Janela de trem - nanquim 1984

domingo, 17 de agosto de 2008

A Deformação
Retrato imaginário de Baden Powell / óleo sobre tela - 2.00 X 1.50 mts.
Buenos Aires - São Paulo 1969/70
Retrato imaginário de Baden Powell - estudo / lápiz
São Paulo 1970
Série "La Cárcel" / Buenos Aires 1967/68

Série "La Cárcel" / Buenos Aires - São Paulo 1968

"O Fantasma do Viaduto" / São Paulo 1968

Série "La Cárcel" / Buenos Aires 1967/68

Série "La Cárcel" / Buenos Aires 1967/68

Série "La Cárcel" / Buenos Aires 1968

Corre 1968, chego em São Paulo, ditadura fechada,
a cidade de luto. Trago comigo uma série de pequenos:
desenhos que venho elaborando a partir de uma face
figurativa de Jackson Pollok. Começo a desenhar para
a imprensa paulista. Descubro a beleza do indoamericanismo
de Victor Brecheret. Começo a imprimir o grafismo dos
meus desenhos pessoais, nas ilustrações para a imprensa,
Nesse momento aparecem formas "catastróficas" e monstros...
formas animalescas que poderiamos chamar de "anti-retratos"
Foi o momento das caricaturas muito deformadas, publicadas
no jornal alternativo "Opinião" entre 1972 e 1974.

ALDOUS HUXLEY / "Opinião" 1973

Retrato do poeta EZRA POUND - Pasquim 1989

BADEN / Cartaz de "Músicos Brasileiros" 1970

HERNAN KHAN / "Panorama" - Buenos Aires 1969

GENERAL ? / Veja 1968

FILINTO MULLER / Opinião 1973

ARTHUR MILLER / Opinião 1973

BURRHUS FREDERICK SKINNER

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

RETIRANTES DA SECA PAMPEANA / nanquim 1965

Nos anos 60, em Buenos Aires, Lino Enea Spilimbergo era referência
obrigatória para os desenhistas que trabalhavam com figura humana.
Também o húngaro Lajos Szalay, morando na Argentina, Portinari
desenhista, Castagnino desenhista e Picasso desenhista. Creio que essas foram as principais
influências daqueles momentos na prática do desenho. Outra fonte
foram os expressionistas mexicanos Josè Clemente Orozco, David
Alfaro Siqueiros, e as caveiras de José Guadalupe Posadas.
O meu desenho era seriado, executava varios trabalhos
sobre um mesmo tema que denominava série.
Quando se parte de exemplos como Picasso, a transformação do
"modelo" é inevitável, e esse caminho levava a dissolução da imagem,
coisa que eu vinha evitando.
O meu próximo referencial foi uma série de desenhos do Jackson
Pollock do período figurativo intitulada "A Guerra", muito semelhantes
aos desenhos preparatórios de Picasso para o mural Guernica.
Nesse período surgem os primeiros desenhos "paulistas" nessa
orientação, e que conservam uma estreita relação com as caricaturas
publicadas na imprensa nesses anos, mais próximas do retrato
expressionista, que do humorismo facil, recomendado por certos editores
Mais tarde aparecem dois desenhistas
que virão acrecentar novos elementos ao meu trabalho de ilustrador
na imprensa, são: Ralph Steadman e Gerald Scarfe.

HOMEM CAÍDO / nanquim - 1965

O BEIJO / pastel sobre papel - 1966