O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
terça-feira, 10 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Série "DIÁRIO"
50 desenhos / nanquim
acompanhada de 5 textos
do poeta argentino Juan Gelma
Esta série foi exposta em forma de frisos
contando de 4 a 6 desenhos cada friso
na posição horizontal
Galeria Cándido Portinari / UERJ / Rio de Janeiro 2006 - 2007
de INCOMPLETAMENTE / México 1993 - 1995
a mara
a memôria não se quer apagar/
bem o sabe
a dor animal/razão
do grande silêncio/sombra
do que já não foi/vazio
cheio de rostos
no não ser que insiste
como um menino golpeando seu sangue
contra a luz/calouse o pedaço
familiar da boca/
os deuses agora imóveis
em sua devastação/
tradução Leonardo Fróes
domingo, 8 de junho de 2008
SENAC 1993 / 2003
sábado, 7 de junho de 2008
O POEMA ILUSTRADO / "CANTO GERAL" -
Série "CANTO GERAL", ilustrações sobre poemas de Pablo Neruda - Chile 1904 / 1973
Este trabalho , teve inicio em 2004 e está programado para finalizar em 2010
com edição de um album.
O conjunto é composto de 45 desenhos em nanquim,
nas dimensões de 0,50 X 0,70 cmts cada desenho,
dispostos em trípticos na posição vertical e acompanhados
de trechos dos poemas.
SUMÁRIO DOS CANTOS
I - A lámpada na Terra
II - Alturas de Macchu Picchu
III - Os Conquistadores
IV - Os Libertadores
V - A Areia Traída
domingo, 13 de abril de 2008
OS POETAS - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE -
EDIÇÃO DE LIVROS ESPAÇO ESPAÇO ESPAÇO
ESPAÇO
ESPAÇO
ESPAESPAÇOÇO
ESPAÇO
EAPOÇO
ESPAÇO
Retrato de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
ESPAÕ
O MARGINAL CLORINDO GATO (Detalhe)
ESPAÇO ESPAÇO
ESPAÇO
O QUE VIVEU MEIA HORA (Detalhe)
ESPAÇO
Nascer para não viver
só para ocupar
estrito espaço numerado
ao sol-e-chuva
que meticulosamente vai delindo
o número
enquanto o nome vai-se autocorroendo
na terra, nos arquivos
na mente volúvel ou cansada
até que um dia
trilhões de milênios antes do Juízo Final
não reste em qualquer átomo
nada de uma hipótese de existência.
ESPAÇO ESPAÇO
ESPAÇO
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A PAIXÃO MEDIDA (Detalhe)
ESPAÇO
ESPAÇO
“O livro é uma confidência continuada e uma ardente incursão na trama dos acontecimentos. Do conceito de Deus aos linchamentos populares, passando pela duvidosa alegria das mulheres do Mangue, Drummond prossegue no trabalho de utilizar o verso à maneira de espelho da existência e como meditação sobre ela. Particular atenção merece o longo romance sobre a vida, morte e mitificação do marginal Clorindo Gato, espécie de exame de consciência coletiva em torno do fenômeno rural brasileiro do justiçador em conflito com a lei. Poesia que não envelhece nem procura amparar-se no artifício de construções ditadas pela moda veloz e transitória. Carlos Drummond de Andrade, nos liberta de preconceitos teóricos e mantém a liberdade fundamental de versificação em harmonia com o ritmo. "Tudo mais, em verdade, são ruídos", como ele mesmo diz neste livro. espaço"Extraído do texto de apresentação da primeira edição"- Ed. José Olímpio, 1980.ESPAÇO
Retrato de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE ESPAÕ
O MARGINAL CLORINDO GATO (Detalhe)ESPAÇO ESPAÇO
ESPAÇO
O QUE VIVEU MEIA HORA (Detalhe)
ESPAÇO
Nascer para não viver
só para ocupar
estrito espaço numerado
ao sol-e-chuva
que meticulosamente vai delindo
o número
enquanto o nome vai-se autocorroendo
na terra, nos arquivos
na mente volúvel ou cansada
até que um dia
trilhões de milênios antes do Juízo Final
não reste em qualquer átomo
nada de uma hipótese de existência.
ESPAÇO ESPAÇO
CONFRONTOESPAÇO ESPAÇO
Bateu Amor á porta da Loucura.
"Deixa-me entrar - pediu - sou teu irmão.
Só tu me limparás da lama escura
a que me conduziu minha paixão”.
ESPAÇO
A Loucura desdenha recebê-lo,
sabendo quanto Amor vive de engano,
mas estarrece de surpresa ao vê-lo,
de humano que era assim tão inumano.
ESPAÇO
E exclama: "Entra correndo, o pouso é teu.
Mais que ninguém mereces habitar
minha casa infernal, feita de breu.
ESPAÇO
enquanto me retiro, sem destino,
pois não sei de mais triste desatino
que este mal sem perdão, o mal de amar."
espESDPAÇOaçoESPAÇO
ESPAÇO
ESPAÇO
ESPAÇO ESPAÇO
ESPAÇOA PAIXÃO MEDIDA (Detalhe)
ESPAÇO
Trocaica te amei, com ternura dáctila
e gesto espondeu.
Teus iambos aos meus com força entrelacei.
Em dia alemânico, o instinto ropálico
rompeu, leonino,
a porta pentâmetra.
Gemido trilongo entre breves murmúrios.
E que mais, e que mais, no crepúsculo acóico,
senão a quebrada lembrança
de latina, de grega, inumerável delicia?
ESPAÇO
domingo, 27 de janeiro de 2008
EDIÇÃO DE LIVROS -

No caso de Quatro dias de rebelião, de Joel Rufino dos Santos, o artista vislumbrou uma linguagem cinematográfica na narrativa, algo como um filme documentário, ao abordar a famosa Guerra da Vacina, movida como reação popular à vigilância sanitária (obrigatória) de Oswaldo Cruz. Como pano de fundo, o ano de 1904. Enfoque dissimulado em seus elementos reais. Pois, como o próprio Rufino afirma na introdução, “a história não foi completamente inventada”. Tal qual a verve e o estilo de Trimano gostam: um soslaio, um viés, uma tangente, uma insinuação em preto e branco. Por Toninho Vaz.
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